As organizações costumam enxergar o RH como a área da empresa responsável exclusivamente pela afetividade, como aquele que se preocupa em manter a autoestima e satisfação pessoal do empregado, quando na verdade deveriam vê-lo como aliado da estratégia.

O RH é a ferramenta responsável por garantir que o indivíduo perceba sua importância na organização, por fazê-lo entender que numa engrenagem cada peça tem sua importância, e sem a qual o funcionamento fica comprometido, mas também é responsável por fazê-lo perceber a necessidade de se desenvolver, de se manter atualizado e apresentar um maior rendimento, com maior qualidade profissional, ensinando-o a associar esta necessidade profissional às necessidades pessoais, buscando o equilíbrio, e assim uma maior produtividade em ambas as áreas.

O RH lida com pessoas, por isso mesmo, é a área da organização com maior possibilidade de disseminar informações e orientações, de transmitir as estratégias da empresa de forma que seja possível seu entendimento pelos diversos níveis, proporcionando uma maior assimilação, e garantindo um maior retorno.

Para obter um maior aproveitamento da capacidade do RH, as empresas devem se preocupar em montar uma equipe multifuncional, com atuação de profissionais preparados para lidar com as necessidades das pessoas, como por exemplo, psicólogos, assistentes sociais, pedagogos etc, mas também profissionais que estejam preparados para lidar e desdobrar o negócio da empresa, administradores e profissionais ligados à atividade fim da organização. Esses profissionais serão capazes de induzir o alinhamento harmonioso da necessidade individual à necessidade organizacional; deste modo desenvolveremos uma equipe capaz de sentar à mesa de reunião para participar dos assuntos estratégicos. Estaremos assim dando origem na organização, ao RH estratégico.

Essa medida faria com que o RH perdesse o medo de mensurar suas ações, de medir a efetividade de seus projetos, podendo efetivamente contribuir estrategicamente com a organização.