O paradoxo do capitalismo é que ele vai cada vez mais longe por não se dirigir especificamente a lugar algum. O mercado não tem um objetivo global! Ele nada mais é do que o encontro de uma variedade indiscriminada de objetivos individuais que buscam se realizar simultaneamente todo o tempo. Cada qual deseja realizar sempre mais e mais. O capitalismo não tem, assim, limites intrínsecos. Ele não se limita a si mesmo. Há que se dispor de limites externos para ele se conter, se não ele vai sempre querer se expandir, conforme se referia Rosa de Luxemburgo em sua clássica obra “A Acumulação de Capital”, publicado em português pela Editora Zahar.

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