Estamos vivenciando um cenário político e econômico nada satisfatório e ao mesmo tempo um pouco assustador. Afinal são cerca de 12 milhões de desempregados em nosso país.

Empresas de grande, médio e pequeno porte têm fechado suas portas, e as que sobrevivem tem lutado incessantemente e bravamente para continuarem no Mercado, mesmo que, a sobrevivência seja, redução de custos, cortes de funcionários com salário mais altos e remanejamento de funções para deixar as pessoas “Chaves e principais” para tocar a administração.

Passamos por um processo desgastante de impeachment, temos um atual presidente que está esforçando-se para levantar a economia do país, até porque, nós cidadãos brasileiros queremos ver resultados acontecendo e o cenário atual sendo modificado para mais empresas poderem continuar no mercado, mais profissionais sendo contratados e mais investimentos de empresas estrangeiras na nossa economia brasileira.

Com relação ao mercado de trabalho, temos encontrado o paradoxo de algumas vagas abertas, mesmo com desemprego em alta e candidatos de sobra, estamos deslumbrando uma situação de dificuldades para recrutadores encontrarem profissionais qualificados. Digo contendo todas as atribuições nas quais se destinam a vaga em questão para a Empresa que contratou os serviços de Empresas de Recursos Humanos. A fila de desempregados com currículo na mão tem aumentado, mas infelizmente o recrutador tem encontrado dificuldades para preencher as vagas com mão-de-obra qualificada. E quando encontram, o salário não é condizente a expectativa do candidato. Situação complicada!

Em um jornal de grande circulação, foi realizada uma pesquisa por duas empresas de Recursos Humanos, verificou-se que cerca de 200 empresas têm 49% das vagas não preenchidas, estamos vivenciando uma carência de mão-de-obra com especialistas na área técnica, devido estar havendo um apagão da educação formal e por sua vez não tem acompanhado a demanda de Empresas que necessitam desses tipos de profissionais, isso é latente no segmento em níveis operacionais e produção.

O que vemos é que a educação vive um ritmo totalmente diferente do mercado, acompanhando por sua vez, regras rígidas, e como conseqüência as empresas são regidas pela globalização.

Observamos que muitas vezes instituições de ensino tem falhado quanto à preparação desses jovens para enxergarem esse mercado que a cada dia ou mudança de governo tem se adaptado, ou tentado adaptar-se frente à realidade que nos encontramos politicamente e economicamente.

A superação dessas barreiras está no investimento de instituições de ensino médio com mais cursos qualificados quanto a profissionais Técnicos, tendo em visto, a lacuna que se encontra no mercado. Se as empresas procurarem investirem na qualificação de seus melhores funcionários teremos resultados satisfatórios.

Constatamos que, ocorre um desalinhamento entre as necessidades das empresas e o que o governo deseja oferecer frente ao seu sistema tradicional de qualificação e também formação.

A questão geográfica no nosso país tem demonstrado índices de profissionais que possuem uma grande deficiência de qualificação, gerando por sua vez, as empresas de recrutamento, o deslocamento de profissionais de outras regiões para ocuparem a vaga em questão exemplificou empresas do Sul tendo necessidade de um determinado profissional, onde a realidade é ofertada a mão de obra na região nordeste. Ocorre que o recrutamento acaba acontecendo em âmbito local, ou seja, profissional menos qualificado.

Nos cursos técnicos não podemos discutir a questão das especificidades, verificamos que as empresas tem que estar próxima as escolas, mostrando, por sua vez, quais áreas técnicas, de fato, serão necessárias.

Entendo que as empresas que estejam em busca de seus respectivos profissionais para preenchimentos de vagas , também devem criar formas de facilitar as contratações , vejamos algumas formas que também auxiliam e possibilitam este caminho de forma salutar : aproximação de universidades e escolas técnicas , reforços de ações que valorizem seus funcionários atuais podem ser grandes estratégias .

Se a empresa possui seu próprio Recrutamento e Seleção possibilitar mais oportunidades para profissionais que almejam recolocar-se no mercado e não somente para a geração Y(jovens), ou seja, mesclar quanto à contratação (geração Y, Z), desta forma, terá um quadro de colaboradores mais motivados e experientes – tendo o equilíbrio quanto à faixa de idades, oportunidades deverão ser dadas para todos.

Estamos prestes a ter mudanças na Previdência Social, em breve, mais pessoas maduras e experientes no mercado, em busca de recolocação. Então empresários, vamos fazer uma repaginada nesta forma de recrutamento e seleção e darmos mais oportunidades a profissionais que desejam uma vaga e uma chance! Chance de mostrar que é COMPETENTE, EXPERIENTE, VESTE A CAMISA DA EMPRESA! Este é o papel social das empresas! Quem sabe a alavancada econômica na empresa depende de profissionais recém contratados, porém experientes no mercado?! Reflitam nisto!