A Logística precisa fazer a diferença

“Produtos hoje são cada vez mais parecidos e as tecnologias são rapidamente copiadas, por isso o nível de serviço logístico é cada vez mais um diferencial dentro das organizações.” Você certamente nos últimos anos já ouviu este discurso ou algo parecido. E de fato é uma grande verdade. Porém, esta realidade tem assumido
recentemente uma dimensão muito maior.

O envolvimento do gestor de logística com a estratégia de negócio e atividades comerciais passou a ser de fato não uma possibilidade, mas algo indispensável para o seu sucesso. Além do controle operacional sobre o nível de serviço, estoque, perdas, movimentação de
materiais, importações, transportes e outros processos, hoje este profissional precisa reservar tempo em sua agenda para estar próximo do “business”. Isso significa na prática que ele deve ter um posicionamento da seguinte forma:

– Na estratégia de negócio, seja através do BSC ou qualquer outra ferramenta escolhida,
deve estar clara a participação da logística como apoio na retenção de clientes, tanto pela
excelência operacional como no desenvolvimento de relacionamentos;

– Manter freqüentes visitas a clientes estratégicos para contato direto com a linha de frente
que recebe seus produtos e com os gestores de compras, planejamento, comerciais,…

– Estar preparado e ter flexibilidade para entregar serviços customizados, atendendo a
requisitos específicos de pedido / prazo ou outros;

– Definir uma agenda de reuniões mensais de monitoramento com clientes-chave. O
objetivo principal é apresentar ao cliente os indicadores e as iniciativas para melhorar
continuamente o nível de serviço. Mas veja que esta também é a oportunidade de resolver
problemas dos clientes que comumente impactam a operação logística, como demora na
descarga de veículos e falta de disciplina na colocação de pedidos. Os resultados destas
reuniões aparecem rapidamente e costumam ser significativos;

É lógico que estas atividades conferem uma exposição muito maior ao gestor de logística,
que por esta razão precisa estar muito bem preparado. Conhecer em detalhes a linha de
produtos da empresa e a criticidade de cada item passa a ser obrigatório. Este conhecimento vai trazer naturalmente uma gestão melhor da operação como um todo, desde políticas de estoque até cuidados com o transporte.

A mensagem principal é que a excelência operacional não é mais suficiente. Agora o gestor
de logística precisa fazer a diferença no crescimento do negócio. E quanto mais rápido ele
entender isso, melhor será para as empresas. E para suas carreiras, é claro.

Luís Eduardo Ribeiro é administrador de empresas e possui 14 anos de experiência na condução de operações logísticas em empresas nacionais e multinacionais. É membro da Comissão de Logística do CRA-RJ e em 2010 foi eleito “Profissional de Logística do Ano” em prêmio promovido pela revista “Mundo Logística”.

www.LUISEDUARDOLOGISTICA.com.br

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