A experiência nunca deve ser desconsiderada, principalmente quando acompanhada de uma boa percepção do mundo. Em 1997, o filósofo irlandês especializado em comportamento e gestão organizacional Charles Handy publicou em seu livro A Era da Transformação uma ideia por aqui ainda longe de ser vista como factível: como administrar quando não se enxerga as pessoas.

Trinta e três anos depois, essa é a realidade para líderes e liderados. E como vivê-la, de forma plena e produtiva? Voltemos a Charles Handy, que nos diz ser a confiança a base para o desenvolvimento das organizações virtuais. A questão é que confiança não é algo que se contrata; confiança é algo que se conquista. E isso é possível por meio de contatos, conversas, gestos e trocas de olhares, o que é pouco usual no mundo virtual, onde o relacionamento entre gestores e sua equipe ocorre apenas no campo profissional.

É preciso mudar essa prática. Já que não temos como “esbarrar” com as pessoas no corredor, encontrá-las no cafezinho, no elevador, oferecer ou pedir carona de forma presencial, vamos utilizar o que temos. A tecnologia também pode servir para aproximar pessoas, a exemplo do que já acontece nas redes sociais. Então vamos utilizá-la também no campo profissional, mas fazendo “o social”.

Cada gestor deve abrir regularmente um espaço para que as pessoas se reúnam virtualmente, não só para tratar de trabalho, mas para jogar conversa fora, fazer brincadeiras com os colegas, buscando aproximação emocional como ocorre no modelo presencial.

A pandemia vai passar e gestores e equipes precisam, desde já, manter a confiança que os unia antes. Então, já pensou na “hora do cafezinho virtual”? Pense e, principalmente, sirva-se!