Ansiedade é uma espécie de medo (resposta emocional a um perigo iminente, real ou percebido) por antecipação de “demandas futuras”!

O medo é associado a períodos de excitabilidade aumentada, necessária para luta ou fuga. Quimicamente, o organismo responde com a produção de adrenalina. Ou seja, é um processo psíquico/metabólico “normal”, porém como condição de exceção em situações adaptativas. Com isso, em excesso, conforme DSM-5 (Manual de Diagnóstico e estatística dos transtornos mentais – Associação Americana de Psiquiatria), pode ser classificada como transtorno mental.

Conviver com medos irracionais, pensamentos obsessivos e perfeccionismo são os principais impulsionadores para a mutação da ansiedade para um transtorno. Em todos os casos, é evidente uma condição de desproporcionalidade da percepção em relação aos fatos. Transtornos de ansiedade podem se manifestar de muitas maneiras, mas sua causa é um conjunto de fatores genéticos e ambientais (sendo alguns fatores de risco: histórico de abuso infantil, histórico na família de perturbações mentais e pobreza).

Costumo ouvir que a vida é um drama de superação! Todos temos nossas histórias, dores e fraquezas, como também qualidades que devem ser potencializadas. Todos temos condições limitadoras, mas também as ferramentas para superá-las, ou não. A maneira como percebemos a realidade e os valores que preservamos são os filtros que vão potencializar nossas fraquezas/vícios ou fomentar as virtudes.

Muitos medos que sentimos se justificam por algum perigo real que se aproxima, sua função é nos manter vivos; lutar ou fugir, conforme a melhor estratégia para cada desafio. Conhecer-nos e conseguir analisar corretamente os riscos é essencial para formação da melhor estratégia. No perigo/adversidade, devemos responder com condutas necessárias na proporção adequada. Entretanto, não podemos cair nos vícios de controle das coisas que não nos competem controlar. Devemos, sim, usar o planejamento para obter os melhores resultados possíveis, e aprender com as frustrações (que muitas vezes nos ensinam mais) no seu devido tempo. Gerir a ansiedade não apenas evita que adoeçamos, como também nos permite alcançar um alto nível de performance.