Sempre que somos conduzidos a tomar uma decisão, o maior dos desafios está na neutralização das nossas preocupações, pensando a indicação da melhor solução.

Uma ocorrência diária e frequente na vida de qualquer profissional.

Estar convencido da qualidade de uma proposta final, influencia no tempo, ameaçando o aproveitamento de uma certa oportunidade; expõe o decisor aos olhares críticos, obrigando-o a uma postura afirmativa; interfere nos desdobramentos das ações, fazendo emergir o risco de uma cascata de prejuízos; pesa na credibilidade, gerando uma avaliação que por muitas vezes, encerra carreiras.

Garantir firmeza e tranquilidade são componentes expressivos para o sucesso de quem decide. Entretanto, possuir tais qualidades, exige o domínio de alguns elementos de caráter cognitivo e comportamental. Não basta a impetuosidade, tantas vezes geradora de perigosas precipitações.

A partir de um modelo mínimo para agir, podemos identificar um conjunto de competências promotoras de resultados vencedores.

Decidir traduz um caminhar metodológico do problema para a solução.

Compreender as especificidades de um cenário de partida, exige o domínio de conhecimentos que associados a outros de fundamentação, permitem perceber as variáveis com clareza. Nossas aflições na maioria das vezes são frutos do desconhecimento mais profundo. Há que existir uma autocrítica que estabeleça limites nas nossas proposições.

Buscar a solução mais provável, significa o desenho de algumas possíveis soluções e a seleção da melhor. Para tanto, aos conhecimentos necessários deve se associar uma comprovada experiência, capaz de acelerar a seleção, justificada pela evidência de antecedentes concretamente vivenciados. A falta de prática na aplicação de conhecimentos, quando diante de situações mais complexas, acaba por promover respostas inadequadas, por vezes ingênuas.

Finalmente, a solução ficará mais consistente na medida em que a nossa camada cultural tiver espessura considerável.

A partir dela enxergamos os componentes político-sociais que ameaçam distorcer a solução proposta, permitindo correções no tempo próprio.

Em muitos momentos, variáveis externas fora do nosso controle nos obrigam a pensar, contingencialmente.

Mais que apreensivos, sem conhecimento, sem vivência e sem cultura, devemos nos apavorar.

Ao contrário, não há o que temer.