Um verdadeiro “teste de relacionamento interpessoal, liderança, negociação, gestão do tempo, entre alguns”. Esse teste já teve a solução, pode ser que quando o artigo for lido saibamos qual foi a solução, mas uma reflexão sobre o apresentado e sua solução merecem reflexão.

O Cenário: 12 crianças e/ou adolescentes juntos com um guia da escola, presas numa gruta inundada de água há mais de 15 dias. A única saída, que foi por onde entraram antes de ficar inundada, fica distante algumas horas e somente pode ser feita por instrumentos de mergulho e não há equipamentos e conhecimento de como mergulhar. Fazer um “poço” não é viável, o terreno não comporta, a distância de onde estão na gruta até a superfície em linha reta é de alguns quilômetros.

O Cenário do resgate: Mergulhadores profissionais acessam o local onde se encontram as pessoas na gruta, analisam a forma de sair e chegam a conclusão de que a única solução é sair por mergulho, ensinando as técnicas e correr o alto risco que a operação oferece. Após alguns dias de “treinamento” decidem que realmente esta é a solução e montam o plano estratégico de resgate. Sair com até 4 pessoas de cada vez, ou seja, fazer 3 operações de resgate. Pelo tempo estimado cada operação leva um dia para iniciar e ser concluída. Existe a possibilidade de novas chuvas e o nível da água subir e todos morrerem afogados.

Um fato novo ocorre: Um mergulhador escalado para fazer a travessia com um grupo morre antes de início do processo de resgate.

Solução: Após dias de estudo, tem início o resgate que dura 3 dias e todos estão salvos.

Reflexão: Quais respostas temos para as seguintes perguntas:

1) Como foi decidido a ordem do resgate?

2) Quem aceitou ser o último e quem “brigou” para ser o primeiro?

3) Os familiares que estavam aguardando, aceitaram o formato da ordem de resgate?

4) Houve alguma interferência na prioridade do resgate, a não ser a motivada por doença e risco de morte?

5) Qual a atitude que o líder do grupo, que também estava preso, teve para decidir a ordem do resgate?

6) Quais atitudes teríamos se fossemos: mergulhadores, líder do grupo, crianças/adolescentes, e, por fim, familiar?

Acredito que ao lerem o descrito acima, a mídia já tenha noticiado as respostas. Porém, fica o questionamento: faríamos diferente? E no nosso dia a dia como negociamos?

 

Adm. Firmino Carneiro

Registro CRA-RJ 10-14181