Os “camaradas” manipularam a Pnad, do IBGE, de modo a que fosse mascarada a mensuração da distribuição de renda no país. Em verdade, o fosso entre ricos e pobres aumentou consideravelmente na última década, o que já era esperado, sobretudo porque os programas assistencialistas não vieram acompanhados dos investimentos necessários à impulsão do crescimento econômico.

Estado obeso, demagogia escancarada comprometendo as gerações futuras, pilantragem correndo solta, órgãos loteados, pessoas jurídicas da Administração Direta e Indireta aparelhadas por asseclas analfabetos, boataria sem fundamento sendo espalhada a esmo, censura se delineando no horizonte, intervencionismo estatal desmedido, infraestrutura mais do que deficiente, medidas penalizadoras de investimentos sendo corriqueiramente “sacadas da cartola” e dívida bruta do Governo Central em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) batendo no patamar de 63%, o pior resultado da história. Eis o retrato do Brasil.

Os que se opõem a essa descompostura – termo eufemístico – não são necessariamente partidários/defensores de eventuais desmandos havidos noutros governos, e sob outras rubricas. Não há possibilidade de se defender o que aí está, mesmo porque indefensável em sua essência. Não briguemos com números! Estamos diante de crise que assume proporções raramente vistas. O país está em frangalhos. O deserto institucional é avassalador.

Enquanto isso, a presidente, comandante de um governo anômico, ostenta comportamento nada humilde, autoritário às escâncaras e fundamentalmente caracterizado pela extremada dificuldade de reconhecer erros. A desfaçatez é sem igual; a cara de pau, sem precedentes.

O arremedo de governo defronte do qual nos encontramos até pode ser legal, mas – sem margem para dúvidas – é ilegítimo, porquanto carece de BASE MORAL!

Que Ulysses Guimarães ressuscite e, com a Constituição em punho, brade à Presidente Dilma aquilo que sussurrou ao Collor: “você pensa que é presidente, mas já não é mais”.