Ao contrário do senso comum, o empreendedorismo não consiste em abrir um negócio objetivado apenas no lucro, mas sim é uma qualidade das pessoas que têm iniciativa e força de vontade para começar um novo projeto, até como empreendedor social.

Embora não seja tão divulgado, o empreendedorismo social exerce um papel fundamental para a construção de um mundo mais justo e igualitário, principalmente nos momentos de crise, como o que estamos vivendo.

Por isso, segue uma análise destacando essa vertente do empreendedorismo.

O que é ser um empreendedor social?

O empreendedor social é aquela pessoa que além do espírito empreendedor tem o desejo de tornar o planeta um lugar melhor através do seu trabalho.

Para isso, ele cria iniciativas de impacto que suprem carências que o Estado não consegue gerenciar.

Vale destacar que o empreendedor social não necessariamente atua em instituições sem fins lucrativos, porém, ao contrário da maioria dos negócios, o lucro não é o foco principal dessas empresas, mas sim uma consequência.

Esses profissionais podem atuar em diferentes vertentes como ensino, trabalho, finanças, saúde, nutrição, construção civil, zootecnia, meio ambiente etc., normalmente o foco do negócio é ditado pelas necessidades percebidas pela própria pessoa.

Para atingir os objetivos como empreendedor social algumas características são fundamentais:

  1. Tem empatia;
  2. São altamente comprometidos com as suas causas;
  3. São éticos;
  4. Tem paixão pelo que faz;
  5. São inovadores, ousados e criativos;
  6. Como líderes são participativos, motivadores e carismáticos;
  7. Sabem gerenciar pessoas e empresas;
  8. São resilientes e persistentes;
  9. Sabem improvisar quando necessário;
  10. Conseguem negociar e pensar estrategicamente;
  11. Não tem medo de correr riscos.

Agora que já sabe o que é preciso para atuar nesta área, seguem exemplos de empreendedores sociais.

Conheça 5 empreendedores sociais de sucesso

Muhammad Yunus

Ganhador do Prêmio Nobel da Paz, o bengalês e economista Muhammad Yunus é uma das referências quando se fala em empreendedorismo social.

Ele ganhou reconhecimento ao fundar Grameen Bank, uma instituição financeira que empresta pequenas quantias de dinheiro para pessoas iniciarem os seus negócios.

Essa iniciativa nasceu da vontade de ajudar mulheres de uma comunidade carente de Bangladesh próxima à universidade em que ministrava aulas, pois para conseguir o seu sustento essas mulheres precisavam correr altos riscos negociando com usurários inescrupulosos.

Blake Mycoskie

Este empreendedor social é o fundador da TOMS Shoes que iniciou com um modelo de negócio singular denominado One for One (um para um).

Na prática, esse modelo funciona assim: a cada sapato vendido pela empresa outro era doado para uma criança necessitada.

Atualmente a empresa reserva 1/3 dos seus lucros para projetos sociais.

A ideia para o negócio veio de uma viagem que Blake Mycoskie fez para a Argentina, onde ficou chocado ao ver crianças brincando na rua descalças.

Antônio Sergio Petrilli

Antônio é um médico oncologista inconformado com os tratamentos de câncer infantis no Brasil, por isso em 1991 criou a GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer).

Essa iniciativa busca garantir às crianças e adolescentes com câncer, prioritariamente de baixa renda, assistência e tratamentos avançados para a cura e melhora da sua qualidade de vida.

Alice Freitas e Rachel Schettino

Elas são as criadoras da Rede Asta, um negócio social com objetivo de valorizar os artesãos brasileiros e o meio ambiente através do reaproveitamento dos resíduos e da ascensão social.

A empresa funciona como uma ponte entre artesãos e as marcas, aumentando as oportunidades de negócios desses profissionais.

A ideia do negócio surgiu a partir de uma viagem que a Alice fez à Índia, com o objetivo de conhecer iniciativas sociais e acabou se apaixonando pelo trabalho artesanal.

Já conhecia algum desses empreendedores sociais? Se interessa por essa área? Conte nos comentários.