“Ferramentas de Marketing aplicadas na Gestão e Planejamento Institucional e Pessoal”

O Cenário

O ano é 2017, estamos no Rio de Janeiro – Brasil. Segundo dados do governo, a taxa de desemprego alcança 2 dígitos, em torno de 15%.

O cenário mundial aponta para desemprego, guerras, imigração ilegal e outros fatos. Na internet, as notícias são lidas e vistas em tempo real. Redes sociais narrando nem sempre verdades plenas, tornando-se não só fator de descrédito como de falta de atenção nas atividades em geral. No ambiente de negócios, a transformação se faz aceleradamente com vários fatores atuando de forma acintosa, como na economia e nas questões sociais.

Diversas postagens apontam para assuntos relacionados ao desemprego como também para ofertas de vagas. Não raro aparecem comparações fornecendo “dicas” e quadros onde se compara: Liderança x Chefia; Pró-ativo x Acomodado; Criativo x Inseguro; entre outros.

As empresas implantam programas de melhorias nos processos produtivos, entretanto, cada vez mais aumenta o desemprego. A responsabilidade desse cenário é colocada em dois elementos da questão: as empresas responsabilizam os trabalhadores e estes as empresas.

A Reflexão

Será que a maioria das pessoas que está empregada, ou aquelas que buscam se colocar no mercado de trabalho, não mudou o foco sobre os desejos das empresas em relação ao empregado?

Será que as empresas buscam pessoas para empregar, ou desejam somente a solução de algum problema que existe em qualquer processo, seja ele produtivo, administrativo, financeiro ou de gestão?

Estão interessadas na solução do problema e não duvido que, se houver possibilidade, automatizam, colocando máquinas ou usando a informática, dispensando a contratação de pessoas. Então, na ótica das empresas, o elemento humano é também um produto para atingir a solução esperada.

Assim sendo, a procura ou manutenção de emprego deve mudar de ótica. Tal qual um produto, a pessoa tem que saber qual a sua finalidade, que solução pode oferecer e qual o valor dessa solução. Então, também tal qual um produto, deve manter seu marketing voltado para o público-alvo que quer atingir. As empresas contratam atores, a preços altos para fazer o marketing dos seus serviços e/ou produtos. Da mesma forma, as pessoas devem fazer o seu marketing, aprendendo com aquilo que as empresas utilizam.

O consumidor, antes de realizar a compra de um produto, pensa neste como resolvendo suas necessidades diárias, inclusive as fisiológicas. No caso das empresas, estas também empregam buscando resolver suas necessidades. Somente será chamado para entrevista, ou mantido no emprego, aquele colaborador que conseguir que a empresa acredite que ele é a solução de seu problema, que a produtividade aumentará por intermédio dele, que a empresa será a líder de mercado por suas ações.

Se a pessoa é vista como produto no mercado de trabalho, então existe um ferramental no marketing que pode ser utilizado para que a busca de colocação ou manutenção de emprego se faça de forma mais técnica.

Uma dessas ferramentas é o Marketing Mix ou os 4Ps de Kotler²: produto, preço, praça e promoção. Definidos como “o conjunto de ferramentas que a empresa usa para atingir seus objetivos de marketing no mercado alvo”, englobam várias atividades, sendo que todas, em conjunto, buscam atingir o mercado alvo.

Na figura abaixo, há a comparação entre um produto de mercado e uma pessoa sendo vista como produto. Desta forma pode se preparar melhor para atingir seu objetivo de trabalho.

Conclusão:

Ao ser visto como um produto, a pessoa deve ter em mente os seguintes tópicos:

  1. Quais as características e benefícios que pode oferecer ao ser contratado? Uma maneira de observar esses detalhes é montar uma tabela com três partes e incluir em cada uma delas suas competências. Na primeira parte colocar todos os conhecimentos que possui; na segunda, suas habilidades; e, por fim, suas atitudes. Esta tabela não terá fim, uma vez que a cada dia agregamos mais valor ao CHA;
  2. Saber exatamente qual o seu valor, em termos de mercado e quanto a empresa está disponível para a remuneração;
  3. Como negociar as condições de remuneração, horários e locais de trabalho;
  4. Observar que atualmente o trabalho em um escritório é bem diferente. Os “home-office”, as redes sociais e outros instrumentos modificaram e muito essas relações de trabalho.

1.Adm. Firmino Carneiro é Coordenador da Comissão Especial de Marketing do CRA-RJ

2.Philip Kotler: É considerado um dos pais do Marketing. Doutorado pelo MIT é um autor profícuo e os seus textos tornaram-se referências acadêmicas para o estudo de marketing

Sobre o autor

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Graduado em Administração pela Universidade Gama Filho (1974), Pós Graduado em Gestão da Qualidade pela FGV-RJ. Coordenador Adjunto da Comissão Especial de Marketing do Conselho de Administração do Rio de Janeiro - CRA RJ. Professor adjunto das Universidades Celso Lisboa e Estácio de Sá, por um período de 13 anos. Experiência na área de Administração, com ênfase em: Administração, Recursos Humanos, Marketing, atuando principalmente nos seguintes temas: Gerência Participativa, Relacionamento Interpessoal, Recrutamento e Seleção, Gestão de Pessoas, Prêmio Qualidade, Atendimento ao Cliente, Gestão de Call Center e Planejamento de Recursos Humanos. Realização de palestras em Seminários e Avaliador de Banca de TCC. Experiência em Gestão, Recursos Humanos, Marketing adquiridas em 30 anos no Sistema TELEBRAS (TELERJ).

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