“Funcionário empreendedor é aquele que trata o dinheiro do patrão como se fosse dele.”

A frase acima, extraída de um livro do qual não me recordo, do estupendo Max Gehringer – do qual me recordo bem -, a meu ver, tem como premissa que as pessoas tratam bem o seu próprio dinheiro; o que eu não creio.

A expressão ‘trata o dinheiro do patrão como se fosse dele’ pode levar-nos a duas ideias: se trata bem o seu próprio dinheiro, tratará bem o do chefe. Se trata mal o seu próprio dinheiro, fará o mesmo com o do chefe.

Quando me deparei com essa frase, comecei a esforçar-me para recordar de pessoas de meu convívio as quais possuíam essa atitude de “funcionário empreendedor”… Confesso que a lista foi pequena; não vieram à mente mais de meia dúzia.

A questão é: como as pessoas tratarão bem o dinheiro do patrão se não sabem tratar bem seu próprio dinheiro? As pessoas têm realizado gastos exorbitantes, gastam um dinheiro virtual utilizando inúmeros cartões de “crédito”. Perderam o controle.

Mas, o que é tratar mal o dinheiro do patrão?

O dinheiro do patrão é maltratado pelo funcionário em coisas simples e comuns no nosso dia-a-dia, como: não economizar no consumo de água e energia elétrica utilizadas no trabalho; consumir papel com impressões desnecessárias; não se planejando para a realização das tarefas a serem executadas, gerando retrabalhos e desperdícios de materiais; e mais um tanto de coisas…

Atitudes simples podem ajudar a organização onde você trabalha a economizar e – por que não? – reverter essa “economia” em benefícios para os próprios funcionários.

Algumas dicas:

Consuma a água conscientemente. Não mantenha a torneira aberta se isso não for realmente necessário;

Se for o último a sair de um ambiente (sala, refeitório, banheiro etc.), apague as luzes e desligue equipamentos que não serão utilizados. Isto vale também para a sexta-feira e véspera de feriados, pois no final de semana e feriado tudo ficará consumindo energia desnecessariamente;

Sempre que for passar por longos períodos fora da sala de trabalho, desligue o computador e o aparelho de ar condicionado;

Sempre que possível, dê preferência aos acervos eletrônicos em vez dos físicos. A tecnologia está aí para nos ajudar em várias situações, inclusive a não aumentar o consumo de papel.

Ao imprimir um documento, opte – quando possível – por utilizar o verso também.

Enfim, se cada um de nós fizer a sua parte, com certeza, nos tornaremos funcionários empreendedores, pois estaremos zelando pelo dinheiro do patrão, fazendo com que a empresa cresça e manteremos nossos empregos. Todos saem ganhando.

Segundo Cortella (2010), são as pequenas ondas que estragam os barcos e fazem com que os navegadores saiam de suas rotas.

Pois é, nas empresas não é diferente. Devemos ficar de olho nessas ‘pequenas ondas’, nesses pequenos gastos, antes que o barco (a organização) se estrague e afunde com todos.